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Santander aumenta lucro em 4,1% no primeiro trimestre, enquanto demissões continuam

03/05/21
Santander aumenta lucro em 4,1% no primeiro trimestre, enquanto demissões continuam

Brasil deverá registrar em 2021 a 14ª maior taxa de desemprego do mundo.

Grande parte do setor produtivo do país amarga seguidos prejuízos e até falências, e o trabalhador sofre com o desemprego e a perda do poder do compra afetados pela desastrosa política econômica de Bolsonaro e Paulo Guedes, crise agravada ainda mais pela pandemia do coronavírus. Em março deste ano foram feitos 95 pedidos de falências no país, um aumento de 58,3% com relação ao mesmo mês do ano passado. O Brasil deverá registrar em 2021 a 14ª maior taxa de desemprego do mundo. Mas o sistema financeiro continua a elevar os seus lucros. O banco Santander faturou R$ 4,012 bilhões no primeiro trimestre de 2021. O valor é 4,1% maior do que o obtido no mesmo período de 2020 e 1,4% maior do que o obtido no trimestre passado.

Trata-se do maior lucro trimestral do banco desde o segundo trimestre de 2010, um recorde. Uma verdadeira vergonha nacional diante de uma economia despedaçada pela política concentradora de  Guedes e pelo descaso e incompetência do governo em relação à pandemia que explode no país, agravando o sofrimento do povo brasileiro. “Não dá mais para manter um modelo em que só especuladores e banqueiros ganham e todo o resto da sociedade perde”, desabafou a Contraf-CUT  o diretor do Sindicato dos Bancários/RJ, Marcos Vicente.

Demissão em massa

As despesas do banco com os funcionários somaram R$ 2,2 bilhões. Os R$ 4,9 bilhões arrecadados com a cobrança de serviços e tarifas é 215,74% maior do que os gastos com funcionários. Fica claro que o Santander demite em massa para reduzir o custo com mão de obra e elevar os lucros. O grupo espanhol encerrou o primeiro trimestre de 2021 com 44.806 empregados, 2.386 postos de trabalho a menos do que o banco tinha há 12 meses. No período também foram fechadas 140 agências e 91 Postos de Atendimento Bancário. As entidades de trabalhadores apontam ainda o  fato de o banco bater recorde de lucro explorando os funcionários, com pressão e assédio moral para atingir metas absurdas.

Fonte: SindBancários/RJ, com Edição e informações de Imprensa SindBancários. Foto:





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