Segunda-feira,7 de Dezembro de 2009 Edição nº 04
Tudo tem Limite!
TOLERÂNCIA ZERO COM A VIOLÊNCIA DOS BANCOS
Se você está sofrendo com assédio moral; longas jornadas de trabalho; discriminação; metas inatingíveis; pressão por metas; gestão indevida; excesso de trabalho; ameaças de demissão; exposição a riscos, inclusive físicos; desrespeito às leis, normas de saúde e segurança do trabalho, denuncie.
O Sindicato dos Bancários está ao seu lado, e oferece todo o apoio ao combate à violência no trabalho, colocando à sua disposição uma equipe preparada, que irá analisar e encaminhar sua denúncia, que pode ser anônima ou não. Escolha o meio em que você se sente mais seguro, e receba todas as respostas que você precisa, preservando sua identidade. O sigilo é garantido. Denuncie!
Por e-mail: tudotemlimite@sindbancarios.org.br
Diretamente no Sindicato do Bancários da sua região ou através dos Dirigentes Sindicais
O que é violência no trabalho?
A violência no trabalho se expressa por uma ampla variedade de comportamentos, freqüentemente contínuos e sobrepostos, incluindo todas as formas de comportamento agressivo ou abusivo que possam causar dano físico ou psicológico ou desconforto em suas vítimas. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), é um fenômeno que vem aumentando mundialmente e pode ser definido como qualquer ação, incidente ou comportamento que não se pode considerar uma atitude razoável e com a qual se ataca, prejudica, degrada ou fere uma pessoa dentro do ambiente de seu trabalho ou como resultado direto do mesmo.
Tipos de violência
Deterioração das condições de trabalho
Jornada de longa duração, com horas extras
Ausência ou insuficiência de pausas para descanso
Trabalho repetitivo e monótono, sob forte pressão e cobrança da gerência
Distribuição do pessoal sem respeitar os períodos de picos do atendimento
Controles que não respeitam a variabilidade do trabalho e dos seres humanos
Condições ambientais adversas
Fique atento
Modos de Gestão inadequados
São vários os exemplos de modos de gestão inadequados:
Gestão por injúria: práticas sistemáticas que abusiva e persistentemente oprimem os trabalhadores, ofendendo-lhes a dignidade pessoal, a honra e a imagem. Podem se expressar por condutas de desrespeito, gritos, xingamentos e insultos.
Gestão por estresse: utilização de ações coercitivas e constrangedoras para atingir metas e objetivos estabelecidos pelos superiores hierárquicos ou pela organização, gerando situações de pressão psicológica, estresse ou conflito. Gestão por manipulação: caracteriza-se pelo favorecimento intencional com o objetivo de dominar e controlar uma pessoa ou um grupo para a satisfação dos seus próprios interesses, lançando mão para isso da oferta de benesses e da corrupção de pessoas. Como em tal contexto nenhuma confiança é possível, haverá a todo instante risco de traição ou sabotagem. Isso torna as pessoas favorecidas por essas benesses vulneráveis ao assédio por parte do manipulador.
Gestão por discriminação: atitudes de desrespeito e intolerância às diferenças, principalmente de gênero, de origem étnico-cultural, de biotipo, etc.
Assédio moral
Situação que envolve um conjunto de atitudes e comportamentos praticados dentro das organizações, deliberada e sistematicamente, com o objetivo de causar constrangimentos, ameaças e humilhações aos trabalhadores. Comumente, fere a dignidade e auto-estima de quem é vítima, de modo que a pessoa se sente incapaz de enfrentar a situação, podendo abandonar um projeto, um cargo ou o próprio local de trabalho.
Assédio sexual
Crime tipificado no Código Penal desde 2001. O assédio sexual se manifesta em contato físico indesejável, insinuações e piadas, comentários jocosos, ameaças, fofocas, ironias e exibição de material pornográfico associado a promessas de promoção profissional. Tais condutas são assumidas por empregadores, chefes, líderes ou encarregados, numa relação hierárquica de poder e
dominação, por meio da qual o assediador utiliza-se de seu posto de mando.
Assaltos
A invasão da violência urbana às agências bancarias, na forma de assaltos e seqüestros, tem como repercussão vítimas dentro e fora dos locais de trabalho, com impactos físicos e psicológicos. Sofrer um assalto é um acidente de trabalho e envolve todos os bancários que estavam no local no momento da ocorrência.
Impactos da violência laboral na saúde e bem-estar dos trabalhadores
Doenças Físicas
LER/DORT: As Lesões por Esforços Repetitivos ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho são pequenos traumas que provocam inflamação nos membrossuperiores e na região em torno do pescoço. São resultado do uso excessivo ou inadequado do sistema músculo-esquelético. Estão no grupo as tendinites, tenossinovites, epicondilites, síndromes compressivas de nervos periféricos e bursites, podendo afetar os membros superiores, ombros e a região em torno do pescoço.
Sintomas mais freqüentes:
> Dores
> Cansaço
> Fadiga muscular
> Formigamento nos braços
> Queimação nos braços, ombros e pescoço
Causas:
Posturas inadequadas
Força e repetitividade de movimentos
Móveis e equipamentos inadequados
Longas jornadas de trabalho
Ausência de pausas, ritmo intenso, falta de controle sobre os processos e pressão por
produtividade
Sentimento de insegurança, medo e ansiedade oriundos nas relações de trabalho
Outras doenças físicas: a vivência cotidiana em um ambiente de trabalho tenso e desgastante também pode levar ao surgimento de diversas doenças que têm parte de sua origem relacionada a aspectos emocionais ou ao estilo de vida: doenças cardiovasculares, problemas de pele, problemas do aparelho digestivo, entre outras.
Transtornos Mentais
Os transtornos são os que mais crescem no contexto da violência no trabalho, em especial pela violência de natureza psicológica ligada às formas de gestão e, também, pelas ocorrências externas (assaltos).
Agende-se!
Participe da reunião do Coletivo de Saúde da Feeb/RS.
Quando: 17 de Dezembro, quinta-feira
Horário: 9h30
Local: Federação dos Bancários RS
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É fundamental a presença dos Diretores de Saúde de nossos Sindicatos de Bancários!
Boletim Online do Departamento de Saúde da Federação dos Bancários RS
Diretor de Saúde: Amaro Souza
Edição: Jacéia Netz - Assessora de Saúde/Feeb-RS
Editoração: Marisane Pereira/MtbRS9519
Departamento de Comunicação - Federação dos Bancários RS
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