A Brigada Militar prendeu, na manhã desta terça-feira, o terceiro suspeito de um arrombamento a uma agência do Banco do Brasil em Tramandaí, por volta das 5h30min. Os dois primeiros assaltantes haviam sido presos em flagrante. Os bandidos usaram maçaricos e chaves para tentar abrir os caixas eletrônicos e chamaram a atenção de uma viatura que passava pelo local. A agência, localizada na avenida Emancipação, foi fechada para perícia.
O terceiro suspeito foi preso atravessando a Ponte Giuseppe Garibaldi, que liga Tramandaí à Imbé, duas horas depois do assalto. Conforme a Brigada Militar, o trio chegou de Joinville, no noroeste de Santa Catarina. Um deles é procurado pela polícia, os outros dois não foram identificados ainda.
A polícia investiga a possibilidade de se tratar de integrantes de uma quadrilha de caixeiros, como são chamados criminosos catarinenses que migram para outros estados para arrombar bancos. Este ano, foram registradas ações parecidas. A última no final de semana, em Canoas.
Segundo apurou a Brigada Militar, os três criminosos estão no litoral gaúcho desde o final de semana. Na última noite, teriam dormido em dois hotéis na beira-mar de Imbé. Um veículo Volkswagen Gol com placas de Joinville foi apreendido.
Os diretores do Sindicato dos Bancários do Litoral Norte, Bino Kohler e Claiton Ramos foram até Tramandaí para verificar a situação da agência e dos bancários, que desta vez não foram vítimas da ação dos bandidos.
Esta é a mesma agência onde morreu o policial militar Daniel Trevisan Ramos, de 27 anos. O assassinato do policial ocorreu durante tentativa de assalto no dia 02 de julho deste ano. Daniel era sobrinho do presidente do Sindicato, Dalmor Trevisan.
"A insegurança nas agências continua sendo tratada como um tema secundário pelos bancos. Até quando vamos conviver com isso?", indaga Dalmor.
*Correio do Povo com edição da Feeb/RS
10/11/2009
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