27-08-2009/14:57:51 Negociação
Negociação sobre PCR do Itaú Unibanco não avança e termina em impasse


Terminou em impasse a negociação específica entre os bancários e o Itaú Unibanco, realizada nesta quarta-feira, dia 26, em São Paulo. Apesar das entidades sindicais, o banco disse que não vai aumentar o valor do Programa Complementar de Remuneração (PCR), estabelecido pela empresa em R$ 1.100 na reunião do último dia 11. Os dirigentes sindicais rejeitaram a proposta do banco e disseram que os funcionários não aceitarão um PCR menor que o do ano passado.

Segundo o coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú Unibanco, Jair Alves, a proposta não é só insuficiente mas também inferior ao ano passado, quando o banco pagou R$ 1.800 para os funcionários do Itaú. "É positivo estender a PCR também para os bancários do Unibanco, mas o banco não pode repartir o mesmo bolo de 2008 entre todos e rebaixar o valor pago. Quem trabalha diariamente para garantir o crescimento do banco merece uma remuneração compatível", destaca.

A melhora no PCR do ano passado só foi garantida graças à mobilização da categoria na campanha nacional, que encampou uma greve de 15 dias. O impasse na mesa de negociações pode inviabilizar a antecipação de R$ 500 do PCR anunciado pelo Itaú Unibanco para o início de setembro.

O diretor da Federação dos Bancários RS, Arnoni Hanke, diz que o banco tem condições de melhorar o PCR. "Agora é uma questão de boa vontade do banco. Com esta proposta o Itaú causa um grande desconforto entre os funcionários. Não há justificativa para que não seja pago no mínimo o mesmo valor de 2008",

Ano PCR
2003 - R$ 500
2004 - R$ 800
2005 - R$ 850
2006 - R$ 1.200
2007 - R$ 1.500
2008 - R$ 1.800

*Contraf/CUT com edição da Feeb/RS



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